Meio ambiente

2 de março de 2026

ESG 2026: Saiba porquê a prática se tornou essencial para as empresas

3 pilares esg 2026 dibloco areia de quartzo

Quando falamos de ESG 2026 (na tradução: Ambiental, Social e Governança), é possível afirmar que ele deixou de ser opcional no Brasil. Além disso, para este ano, novas regulamentações da Comissão de Valores Mobiliários e da B3 transformaram práticas sustentáveis em requisito obrigatório para empresas que buscam crédito, investidores e competitividade.

Em resumo, o conceito tornou-se o norte de empresas dos mais diversos segmentos, seja quando foca em questões de sustentabilidade, projetos ou operação interna. Por exemplo, quando uma mineradora opta pela extração da areia de quartzo ao invés da comum; insere no dia a dia práticas de compliance; ou, ainda, realiza ações sociais com foco em bem-estar humano.

E para entender melhor sobre o assunto, o Portal Sorocaba contou com a consultoria especializada de Marcos Felipe Gonçalves de Vilhena, expert em ESG e boas práticas empresariais, com experiência em sustentabilidade corporativa. Acompanhe conosco e boa leitura!

Perguntas Frequentes sobre ESG

O que muda na regulamentação ESG em 2026?

As Resoluções CVM 217 e 218 tornam obrigatória a divulgação de riscos sustentáveis que impactem os fluxos de caixa e acesso a financiamento. A B3 adota o modelo “pratique ou explique” para companhias listadas.

Quantas empresas brasileiras já adotaram ESG?

Segundo dados do IBGE, 89,1% das empresas industriais com 100 ou mais funcionários realizaram iniciativas ambientais em 2023. Entre as grandes corporações, 54% possuem estratégias ESG estruturadas.

Como cresceu o mercado de investimentos sustentáveis?

Os Fundos ESG cresceram 48% em doze meses até julho de 2025, com a renda fixa sustentável expandindo 170,7% no período.

Pequenas empresas precisam se adequar?

Sim. Afinal, as grandes corporações exigem práticas sustentáveis de fornecedores, disseminando ESG por toda cadeia produtiva. Segundo o expert em ESG Marcos Felipe “quando sustentabilidade vira rotina de decisão, a empresa reduz surpresa, melhora reputação e ganha previsibilidade para crescer. Não importa seu tamanho.”

Como as empresas devem começar a implementar ESG?

Começar pelo que já existe: dados de consumo, políticas internas e controles, evoluindo gradualmente para métricas mais complexas. Para o expert em ESG, o consultor Marcos Felipe Gonçalves de Vilhena, ESG não é mais opcional. Trata-se de uma questão de compromisso que a sociedade exige de qualquer organização.”

O que é ESG?

Em resumo, ESG é a sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Ou seja, representa um conjunto de critérios usados para avaliar o desempenho corporativo além dos resultados financeiros.

Por isso, o ESG tornou-se critério decisivo para investidores, consumidores e reguladores avaliarem a sustentabilidade e responsabilidade corporativa de longo prazo.

O marco regulatório que transforma o mercado

O ESG 2026 passou por alterações conforme as resoluções da CVM. De modo geral, elas estabelecem marcos inéditos para o mercado brasileiro. Por exemplo, a partir dos exercícios sociais iniciados em janeiro de 2026, companhias abertas devem divulgar riscos climáticos, oportunidades sustentáveis e seus impactos financeiros.

Em resumo, essas exigências alinham o Brasil aos padrões internacionais e aumentam a transparência corporativa.

Governança como alicerce estratégico

Primeiramente, a governança corporativa consolida-se como fundamento das estratégias ESG. Afinal, as empresas que estruturam conselhos mais diversos, fortalecem mecanismos de prestação de contas e implementam decisões baseadas em dados concretos.​

Além disso, tecnologias permitem monitoramento em tempo real de emissões, consumo de recursos e impactos sociais. Ou seja, a gestão ESG torna-se objetiva, fundamentada em métricas quantificáveis que substituem avaliações subjetivas.

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Economia circular e gestão de recursos

Por sua vez, organizações redesenham processos para eliminar desperdícios e aumentar a reutilização de materiais. Em outras palavras, a economia circular evolui de conceito experimental para modelo de negócio que gera eficiência operacional e diferenciação mercadológica.

Já a gestão hídrica ganha protagonismo em cenário de escassez. Isso porque empresas investem mais em tecnologias que reduzem desperdício, tratam e reaproveitam água, alinhando-se ao ODS 6 (Água potável e saneamento.

O paradoxo da Inteligência Artificial

Merece destaque no cenário ESG 2026 o modo como a Inteligência Artificial representa simultaneamente solução e desafio para sustentabilidade. Em síntese, enquanto os algoritmos otimizam processos e reduzem desperdícios, a infraestrutura tecnológica demanda consumo energético massivo.

Por isso, os Data centers lideram investimentos ESG para este ano, como destaca Marcela Ungaretti, Head da Pesquisa ESG da XP. Para ela, o Brasil possui vantagens com sua matriz renovável para atrair empresas de tecnologia focadas em descarbonização. Porém, gargalos na infraestrutura de transmissão podem limitar esse crescimento.

Finanças verdes em expansão

O mercado financeiro registra crescimento expressivo em produtos sustentáveis. FIPs (Fundos de Investimento em Participações) saltaram de R$666,5 milhões para R$2,3 bilhões. Esse desempenho resulta de maior emissão de títulos verdes, incluindo debêntures, bonds, CRIs e CRAs.

Ou seja, o ESG transforma-se em critério decisivo para acesso a capital. Assim, a sustentabilidade deixa de ser diferencial para tornar-se requisito fundamental de financiamento empresarial.

Governança social além do discurso

Por fim, o pilar social evolui de declarações genéricas para governança estruturada. Nela, diversidade, inclusão e bem-estar tornam-se centrais nas decisões corporativas. Para isso, as empresas devem implementar métricas objetivas para equidade salarial e representatividade em liderança.

Marcos Felipe observa: “O social não é sobre ‘postar’, é sobre reduzir risco humano e operacional, porque problema ignorado vira crise”.

ESG democratizado em toda a cadeia produtiva

É importante explicar que práticas sustentáveis expandem-se para micro, pequenas e médias empresas. Dados do IBGE confirmam que 79,6% das empresas industriais declararam práticas relacionadas a resíduos sólidos. A rastreabilidade em cada elo produtivo ganha importância, criando efeito cascata que dissemina padrões ESG.

Também é necessário pontuar que a realização da COP30 em Belém amplifica a visibilidade brasileira nas discussões climáticas globais. Afinal, o evento pressionou as empresas por resultados tangíveis e traz novos marcos regulatórios.

O novo ambiente de negócios

Com tudo isso, pode-se afirmar que o ESG em 2026 caracteriza-se pela financeirização da sustentabilidade. Em resumo, práticas ambientais, sociais e de governança integram-se à estratégia financeira e operacional das organizações.

E num cenário onde os negócios operam sob estresse climático crescente, ele se mostra essencial. Do contrário, eventos extremos afetam cadeias de suprimento, disponibilidade de recursos e custos operacionais ficarão muito mais complexos.

Para finalizar, Marcos Felipe dá uma dica valiosa: “O equilíbrio entre avanços normativos e capacidades operacionais definirá o verdadeiro sucesso corporativo. As empresas mais inteligentes começam pelo que já existe e evoluem com disciplina”.

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