Câmara de Sorocaba rejeita projeto para instalação de pontos de recarga de veículos elétricos

Câmara de Sorocaba rejeita projeto para instalação de pontos de recarga de veículos elétricos

Proposta gerou debate sobre custos e incentivos para mobilidade elétrica na cidade

Foto: Reprodução/Jornal Cruzeiro do Sul

A Câmara de Sorocaba rejeitou na terça-feira (27) um projeto de lei que previa a instalação obrigatória de pontos de recarga para veículos elétricos em estabelecimentos comerciais, estacionamentos e condomínios. A proposta, apresentada pelo vereador Cícero João (PSB), gerou divergências entre os parlamentares, que discutiram os custos e alternativas para incentivar a mobilidade elétrica sem impor novas obrigações aos empreendedores.

O projeto nº 93/2026 estabelecia que diversos tipos de empreendimentos, como postos de combustíveis, supermercados, shoppings, hotéis, hospitais particulares, indústrias, edifícios comerciais e condomínios residenciais, deveriam instalar infraestrutura para recarga de veículos elétricos, inclusive os já em funcionamento, com prazo de 24 meses para adequação.

Além disso, o texto previa que concessionárias, revendedoras e distribuidoras de veículos elétricos e híbridos plug-in contribuíssem para a expansão da infraestrutura pública, instalando dez pontos de recarga em locais definidos pelo Executivo. O descumprimento poderia acarretar multas de R$ 500 por ponto não instalado, reaplicáveis a cada 180 dias.

Vereadores como Dylan Dantas (PL), Roberto Freitas (PL) e Vinicius Aith (Republicanos) criticaram a obrigatoriedade, destacando os custos para pequenos comerciantes e a necessidade de evitar novas exigências que possam onerar os empreendimentos. Freitas reconheceu a importância do incentivo, mas considerou que o projeto poderia gerar despesas indevidas. Aith sugeriu a criação de incentivos fiscais para estimular a instalação dos carregadores sem impor custos.

Outros parlamentares, como Cristiano Passos (Republicanos), apoiaram a proposta, enquanto Caio Oliveira (Republicanos) defendeu a definição de critérios para a instalação dos equipamentos. Também foram levantadas dúvidas sobre a viabilidade técnica em edifícios antigos e o impacto das adequações na rede elétrica, que poderiam ser repassados aos moradores.

O vereador Fernando Dini (PP) propôs discutir a destinação de medidas mitigadoras exigidas pela prefeitura para fomentar a instalação dos carregadores, criticando a falta de clareza nos critérios atuais. Apesar dos debates, o projeto foi rejeitado, e uma emenda apresentada pelo autor foi arquivada por parecer de inconstitucionalidade e ilegalidade.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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