Idosa enfrenta neuralgia do trigêmeo há dez anos com dores intensas

Paciente de 74 anos sofre com crises que dificultam alimentação e rotina diária
Foto: Reprodução/Jornal Cruzeiro do Sul
Elba Palma de Lima, de 74 anos, convive há uma década com neuralgia do trigêmeo, doença que causa dores intensas no rosto e dificulta atividades simples como mastigar e tocar a face. Nos últimos cinco anos, o quadro piorou e os medicamentos não controlam mais as crises.
A dor tem afetado diretamente a alimentação de Elba, que perdeu cerca de 20 quilos e hoje depende principalmente de suplementos nutricionais. Uma ressonância magnética identificou compressão do nervo trigêmeo por um vaso sanguíneo, uma das causas da doença.
Atualmente, ela faz uso de carbamazepina, lamotrigina e óleo concentrado de cannabis, mas os sintomas persistem. O neurologista Lucas Arone Belmonte explica que o caso é considerado refratário, pois a combinação de medicamentos não traz alívio satisfatório e já provoca efeitos colaterais como tontura, desequilíbrio e alucinações.
Devido à idade e ao agravamento do quadro, o especialista recomenda avaliar outras opções de tratamento, incluindo encaminhamento para avaliação neurocirúrgica. Uma possibilidade é a descompressão microvascular, que visa afastar o vaso que pressiona o nervo, mas a indicação depende da análise dos riscos e benefícios para a paciente.
Além da cirurgia, existem procedimentos menos invasivos, como técnicas com balão ou radiofrequência, que também serão avaliadas pelo especialista. A decisão considera fatores como perda de peso, imobilidade e efeitos colaterais dos medicamentos.
O neurologista destaca que a neuralgia do trigêmeo, apesar de não ser fatal, pode se tornar uma urgência funcional quando impede atividades básicas e compromete a qualidade de vida, como no caso de Elba, que necessita de atendimento prioritário para melhorar seu quadro.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
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