Tiro que matou soldado da PM em Sorocaba partiu de arma de colega, diz Justiça

Juíza desclassifica latrocínio e condena assaltante sobrevivente por roubo
Foto: Sônia Maria Rosa/Arquivo pessoal
A Justiça de Sorocaba concluiu que o disparo que matou o soldado Matheus Almeida Rodrigues durante um confronto no Parque Campolim partiu da arma de outro policial militar. A decisão foi divulgada na quinta-feira (29) pela juíza Margarete Pellizari, da 2ª Vara Criminal da cidade.
O confronto ocorreu na madrugada de 11 de abril de 2026, após um grupo armado invadir uma drogaria na Avenida Professora Izoraida Marques Peres para roubar dinheiro e remédios de alto custo. Durante a tentativa de fuga, houve troca de tiros que resultou na morte do soldado e de três suspeitos.
O laudo do Instituto de Criminalística confirmou que o projétil que atingiu o policial foi disparado pela pistola de um colega da corporação. A perícia também recolheu 76 cápsulas deflagradas da Polícia Militar no local e constatou que os tiros contra o veículo dos criminosos partiram de fora para dentro.
O único assaltante sobrevivente, Vitor dos Santos Alencar Conceição, foi condenado a 15 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por roubo duplamente majorado. Ele foi absolvido das acusações de receptação e adulteração veicular. A juíza desclassificou a acusação inicial de latrocínio, que atribuía a morte do policial aos assaltantes.
O quarto integrante do grupo fugiu a pé e foi preso escondido em um imóvel abandonado, sem armas e com parte do dinheiro roubado. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar as circunstâncias do ocorrido.
Fonte: g1 Sorocaba e Jundiaí
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